terça-feira, 23 de agosto de 2011

É disso que eu tô falando...

Há tempos que venho pensando na minha vida.
Apesar de muito, muito trabalho, stress no trabalho, quase zero diversão. Digo quase porque uma hora ou outra a gente sempre dá um jeito de se divertir. Mas queria falar de outra coisa. Queria falar de solidão. Às vezes me dá uma tristeza enorme chegar em casa. Ultimamente as coisas não estão muito bem por aqui e a vontade de voltar a morar sozinha me vem à mente cada vez mais. Voltar para São Paulo, abraçar a cidade, pisar duro e voltar à correria de trabalho, estudo, barzinho e liberdade. Mas aí eu penso que escolher morar sozinha é viver sozinha. Gosto e preciso ficar sozinha muitas vezes. Mas nem sempre. E é nesse nem sempre que vem um puta vazio. Você já sentiu falta de algo na sua vida? Algo que nunca esteve ali. Ai a única frase que tem vem à cabeça é “run, Forest! Run!”. Correr pra onde? Morar sozinho e fugir de casa é roubada. Tá certo que estou cada vez mais seletiva em escolher com quem quero dividir meu tempo. Mesmo assim, às vezes dá um vazio enorme. Porque há muito tempo já passei da fase de me divertir com os homens errados enquanto eu não encontro o certo. Acho um desperdício de energia, de foco, de querer enganar a si próprio e ficar se iludindo. Então, se é para viver uma história, que seja eterna enquanto dure, mas que seja de verdade.
Questiono minhas escolhas e para onde elas estão me levando. Seria muito mais fácil sair na balada, tomar todas e fingir que nada disso está acontecendo. Mas até quando ficar se iludindo, se enganando? Ou namorar alguém por namorar, que não te encante,  não te admire, não entenda sua vida, só para tapar um buraco?
Tenho vontade de fazer as malas e sei lá, ir para um lugar longe sem data pra voltar, conhecer pessoas de bem, pessoas divertidas, sem cobranças, sem medo do que vão pensar de você. Sei lá, algo que me tire desse caminho que, por algum motivo, não me faz feliz. Alguém para dividir um sorriso sincero, um sonho escondido, uma vontade de chutar o balde. Sim, tenho um monte de amigos que eu amo, são meu bem mais precioso. Amigos de dividir segredos, tristezas e alegrias. Mas vai além disso. É saber que você tem alguém ali pra dividir tudo. Exatamente tudo. Alguém pra te olhar nos olhos, pra te abraçar a noite, pra viajar, pra fumar um baseado e ficar junto. Cumplicidade. Sintonia. É disso que eu to falando...

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Mulheres do meu Brasil...

Esses dias eu estava conversando com uma amiga muito querida e ela estava super chateada porque estava saindo com um cara bacana e de repente ele sumiu. Não que tenha rolado alguma briga entre eles, ou ela colou demais nele ou que eles descobriram que não tinham nada a ver. Muito pelo contrário. Era uma relação sem cobranças, só curtição. E ele simplesmente sumiu. Desencanou, sei lá o que aconteceu. Sumiu por uma semana e depois mandou uma mensagem lá de não sei onde dizendo que estava com saudades. Aí voltou para a cidade dela e nem deu as caras. É complicado nessas horas, mas a real é que pra muita gente é mais fácil não atender o telefone do que encarar a situação, falar a verdade. Que dói, mas cura. Eu vou respeitar muito mais um cara que diga a verdade na minha cara, por mais dura que seja, do que um cara que suma pra não ter que dizer que não está mais afim.
A real é que quando a pessoa está afim, ela liga. Se ele enrolou no trabalho, se desenrola pra te ver ou dá um jeito de ligar. E você fica inventando mil desculpas para si mesma plantada do lado do telefone, checando a cada 5 minutos se ele está funcionando,  achando que o cara perdeu seu número ou está muito ocupado, coitado. Nada disso! Se ele quiser, ele liga!
Esse tipo de homem só liga pra te manter na agenda de contatos. É cruel, mas é real. E o que é pior, nunca vai assumir isso. E fica puto quando alguém diz isso para ele.
O que é mais foda nesse tipo de cara é que eles não te liberam para ser feliz. Eles querem, de alguma maneira, te manter sob o domínio deles. Então quando te encontram são super fofos, carinhosos, ficam te enrolando, falando que você é especial, mas não dão um passo além. Também não somem de vez. Ficam alimentando uma história com migalhas. São adeptos da “trepada” de vez em quando. Mas só quando ele está afim, claro. Acham que são o centro do universo e que o mundo gira ao redor deles, inclusive você. 


É egoísta, pequeno, vazio.


Sai fora, querida. Tremenda roubada. Tá cheio de gente bacana por aí. ;)

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Indignada!

Eu fico indignada com as atitudes [melhor dizendo: a falta de atitude] de algumas pessoas. E minha indignação começou hoje bem cedo.  Eu não sei qual é a dificuldade das pessoas em serem um pouco mais responsáveis com o meio ambiente. Um pouco, não. Talvez eu esteja me equivocando nas palavras. Eu não sei qual a dificuldade das pessoas em serem RESPONSÁVEIS pelo meio ambiente. Sim, somos totalmente responsáveis pelo mundo em que vivemos. Responsáveis pelo lixo que produzimos, responsáveis pelo consumo caótico de produtos industrializados e responsáveis pela má qualidade de vida que temos hoje. Sei que não sou nenhuma “miss” ecologia, mas tenho consciência suficiente pra entender o tamanho da encrenca que estamos nos metendo. De qualquer forma venho discutindo o uso dos copos descartáveis em meu trabalho há meses e depois de muita pegação no pé da galera, consegui trocar os copos descartáveis da sala de administração, utilizados para o chá, por xícaras simpáticas e coloridas. Mas há ainda quem torça o nariz por isso. Por isso?  Incrível, não é? E hoje ao chegar ao trabalho quem eu vejo? Eles! Os danados descartáveis, em pilhas sobre a bandeja do chá.
O descaso é geral. Ainda vejo gente jogando papelzinho de bala e chicletes pela janela do carro. Ainda vejo gente jogando bituca de cigarro em praças públicas, ruas e até mesmo na praia. Ainda conheço gente que tem preguiça de separar o lixo reciclável do orgânico.  Ainda vejo tartarugas marinhas morrendo por causa de sacolinhas plásticas. O lance é que se cada um fizer a sua parte, mesmo que for pequena, o resultado vai ser satisfatório pro planeta. Espero que um dia as pessoas deixem esse egoísmo todo de lado e sejam mais humanas e mais preparadas pra saber aproveitar o que o mundo tem a nos oferecer.
Mas ainda estou indignada com a história dos copos descartáveis. Boa noite!

Plano B


É, às vezes dá errado. Aí você se pergunta: “e agora, o que é que eu vou fazer comigo”. Sábias palavras que saíram da boca de um amigo meu em um réveillon, em Garopaba. O que fazer quando tudo não sai como o esperado? Ahá... Eis o plano B! Aquele plano salva tudo, ou quase tudo. Mas e aí? E se o plano B também der errado? E aquela velha historinha de que “ah, se tudo der errado viro hippie” ou então diz que vai vender côco na Bahia, cadê a coragem? Então, eu tinha um plano B. Que deu errado. É muita sacanagem um plano B dar errado. Mas deu. Mas por incrível que parece eu fiquei bem, fiquei forte. É claro que rola frustração e uns questionamentos, mas o lance é que quando você sabe que alguma coisa que você quer muito não deu certo, tira de frente e não gaste suas energias com esperanças vazias e expectativas furadas e pessoas erradas. Aprendi a pensar assim. Acho que todos nós uma hora aprendemos. Dói, mas passa. E aí você recomeça por um caminho mais seguro, mais colorido e cheio de novas esperanças. A vida te obriga a mudar de rumo de repente. Se você conseguir captar esses sinais, essas sutilezas, vai se machucar bem menos. Às vezes as respostas não vêm por mais longa que seja a caminhada, mas um dia tudo se encaixa. O universo é sábio.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

A melhor praia do Mundo


Foi naquela praia pequena e aconchegante que fui me deixando levar pelas pessoas. Juquehy encanta. Lá é tudo, é o momento, é  o lugar, são as pessoas.
Em poucos dias já era praticamente local, conhecia todo mundo. Turistas, locais, mergulhadores. Andava de chinelo o dia inteiro, pedia carona, andava à pé, fazia trilha, mergulhava em qualquer canto. Era livre. Sem rímel. Sem chapinha. Um vestidinho no máximo pra dar uma esticada até o Chopp com Escama.
Descanso e balada. Lá, vc conhece muita gente. Não importa o que você faz ou quem você é. Não existe máscara. É aqui e agora.
É daí que surgem as relações mais legais, mais puras , mais verdadeiras. Você pode ficar anos sem ter contato com a pessoa de novo, mas o que foi plantado ali fica, para sempre.