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Baiana, estudante de Jornalismo, 3º semestre. Cismei que quero escrever e fico bêbada com as entrelinhas; leio muito, ouço muito, falo quando dá.


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.: Arte Gráfica :.
Mayra Araújo



Boas Notícias - Lute por elas!


[Sábado, 20 de Junho de 2009]

DEAD Line (prazo final)




Eu tenho uma certa angústia dessa expressão.




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Mayra Araújo

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Boas Notícias - Lute por elas!


[Sexta-feira, 19 de Junho de 2009]


Ainda formulando minha opinião sobre a decisão da não obrigatoriedade do diploma para jornalismo.
Mas posso dizer que não gostei nenhum pouco.

Li muito a respeito, inclusive fazendo parte do YahooGrupos do Sinjorba. De fato, me desculpem aqueles que dizem concordar com tal atitude do STF. Para mim, universitária, e portanto em formação de minhas opniões, convicções e outros 'ões', não é viável concorrer com quem não se esforçou, não se profissionalizou, entre teorias e aprendizagens para usufruir do título de jornalista.
Não é justo.

*continua.





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Mayra Araújo

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Boas Notícias - Lute por elas!


[Quarta-feira, 17 de Junho de 2009]

Dando o ar da graça.

Sei que venho pouco por aqui. É que não me apetece escrever algumas coisas sobre as quais o mundo não se importa, mas enfim, rs.

Estou bem, e o balanço desse semestre nem vou dizer que foi ruim. O segundo também não foi uma maravilha, mas esse, ai ai, me superei no quesito "desprazer em estudar".
É, eu sei que a tendência é piorar, e que eu tenho que tomar jeito é JÁ, para não acontecer em momentos piores (um semestre com 8 disciplinas), uma matéria perdida. Eu é que não quero adiar formatura no prazo 'certo', todo ali contadinho regresivamente, para respirar aliviada.

Nada acontece por aqui, e eu sei que ando envolta com meu próprio mundinho (que ao contrário, não é só cor de rosa), mas estou mesmo com falta de assunto.

No mais, devo aproveitar as férias para fazer algum curso, continuar a busca incansável por um estágio/emprego.



Thay's all!!




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Mayra Araújo

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Boas Notícias - Lute por elas!


[Quarta-feira, 10 de Junho de 2009]

Ai, meu deus do céu, com que roupa eu vou????

"A moda é uma arte que se usa, que se leva para a rua".

Nunca pensei que as ideias meio doidas que passam na minha cabeça fossem arrumar alguém que também quisesse a mesma doidice.
Minha irmã me convidou pro Samba, eu aceitei com todos os chocalhos nas canelas que deus me deu, rs!
O blog "Com Que Roupa Eu Vou?" é uma parceria dessas duas maluquinhas, situadas em algum lugar do globo terrestre (separadas pela imensa poça oceânica), que resolvem pensar, falar e mostrar a moda cotidiana.
Para mim vai ser uma experiência boa, porque não entendo 100% de moda, mas vou aprender o mínimo, como por exemplo, diferenciar tecidos e nomes de acessórios, para não ficar sobrando nas rodas de conversas femininas, rsrsrs...
Eu vou com tuuuudo! Só não vale ficar nu, huhahauhuahaha!
Enfim, agora eu escrevo sobre as modas. Das ruas, das pessoas comuns. A minha moda.
É divertido. É como brincar de barbie sendo gente grande, rsrs. E ainda aprendo à beça sobre o assunto, aprendo a ver com outros olhos algumas combinações, estilos e atitudes das pessoas que fazem do seu corpo, a sua casa.

Você pode participar comentando, mandando material sobre moda, sobre SUA moda, que a gente quer mesmo é fazer do espaço uma democracia de gôstos (que se discutem, sim) cores e texturas. Ou simplesmente colocando nosso blog nos seus favoritos para uma visitinha de vez em quando, que a gente gosta.
Esperamos você no blog "Com Que Roupa Eu Vou?"


Acomoda-se:

http://cqrev.blogspot.com





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Mayra Araújo

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Boas Notícias - Lute por elas!


[Terça-feira, 2 de Junho de 2009]

Artigo.

MACHISMO NO RAP

Minha mãe me ensinou a entender a mulher mais dos meus amigos conseguiram. Quando eu era mais jovem vivia rodeado de mulheres forte. [...] Minha mãe era a matriarca. Se for criado por uma mulher, você vai pensar como uma mulher. Mas não sou mulher. Sou apenas um homem normal. Pra mim, sou o cara mais durão, o ‘criolo’ mais durão, porque sou real. Mas também sou muito gentil. Sou muito sensível, mas por isso que sou tão rude, porque sou sensível. E acho que isso é o que me levou a ter sucesso e fama.”

Tupac Amaru Shakur


O movimento HIP HOP é composto por quatro elementos fundamentais: o graffiti (arte plástica), o break (dança), o Disc Jockey (DJ) e o Mister of Ceremony (MC). Esses elementos que compõem o movimento se originaram de processos culturais distintos e por esse motivo apresenta múltiplas faces. Um dos elementos do HIP HOP é a música Rap que é a junção de ritmo e poesia (Rhythm and Poetry), geralmente suas letras são de protesto contra os conflitos sociais e seus variados contextos.
Com base nas definições de HIP HOP e de Rap, problematiza-se que, no que diz respeito às mulheres, as letras de música de alguns grupos de Rap são machistas, levando-nos à reflexão sobre até que ponto o movimento que prega a inclusão e denuncia a exclusão reproduz uma ordem, um problema social, como o machismo?
Este artigo se justifica na violência moral e na consequente baixa estima das mulheres dentro do movimento HIP HOP causada pela reprodução de preconceito, de discriminação, que quebra o direito humano da mulher, como descreve a Lei.

A Lei nº11.340, de 7 de agosto de 2006 (Lei Maria da Penha)
Art. 2o
Toda mulher, independentemente de classe, raça, etnia, orientação sexual, renda,
cultura, nível educacional, idade e religião, goza dos direitos fundamentais
inerentes à pessoa humana, sendo-lhe asseguradas as oportunidades e facilidades
para viver sem violência, preservar sua saúde física e mental e seu
aperfeiçoamento moral, intelectual e social.


Especificando-se que as agressões morais estão inseridas na sociedade ocidental por ela ser caracterizada pelo sistema de patriarcalismo, atitudes como essa não se pode mudar em pouco tempo, mas com a educação de gêneros das novas gerações isso pode ser mudado. O objetivo desse artigo é fazer uma reflexão sobre a conduta preconceituosa dos homens, no que diz respeito às mulheres, nas letras de música de alguns grupos de Rap. A funcionalidade desse movimento cultural, e o que ele defende farão com que seja mais bem compreendido o papel da mulher nesse contexto e a busca do gênero pela igualdade nas relações sociais em um ambiente majoritariamente masculino.
As letras das músicas são machistas, a exemplo da música “Mulheres Vulgares”, do grupo paulista Racionais MC.
...É uma cretina que se mostra nua como objeto,
É uma inútil que ganha
dinheiro fazendo sexo.
No quarto, motel, ou tela de cinema
Ela é mais
uma figura viva, obscena.
Luta por um lugar ao sol,
Fama e dinheiro com
rei de futebol! (ah, ah!)
Ela quer se encostar em um magnata
Que comande
seus passos de terno e gravata. (otário...)

As mulheres são discriminadas e violentadas moralmente, tendo em consideração que a grande parte dos MC’s é composta por homens, e que, numa perspectiva masculina constroem imagens e narrativas sobre a mulher. Ainda comparam a mulher a uma ‘cadela’, enfocam como as mulheres se vendem por poder, discriminam e agridem a sua imagem. O HIP HOP no Brasil é válvula de escape para muitas meninas de periferia que são discriminadas por viver a margem da sociedade, mas, é no HIP HOP que encontramos aquelas mesmas “meninas-mulheres” sendo discriminadas através das letras agressivas de baixo escrúpulo.
As mulheres se colocam no movimento HIP HOP no sentido de provocar uma reflexão sobre a sua condição de gênero, de luta. O HIP HOP, especialmente nas grandes cidades, desempenha papel fundamental enquanto formador de opinião e por isso pode - e deve – ser aliado na divulgação de informações que contribuem para o exercício da cidadania.
Entre os temas que se inserem na discussão da cidadania e dos direitos humanos, está a questão de gênero, que vai além do sexismo, podendo o HIP HOP colaborar na construção de novos papéis sociais femininos. Entende-se por sexismo, a discriminação ou tratamento indigno a um determinado gênero, ou ainda, determinada orientação sexual. Na maioria das facções do HIP HOP há um grupo feminino ou feminista, que luta pelos seus direitos, e censura entre seus clãs os demais grupos machistas, que tratam a mulher como objeto de consumo.
Para a compreensão do papel social da mulher, entende-se que, historicamente, a sociedade é patriarcal, ou seja, o homem rege a família, e consequentemente, a sociedade. Por esse motivo se prolifera o machismo em todos os âmbitos e camadas sociais, independentemente de classes, credo, cor e etnia.
A discussão de gênero no HIP HOP é tratada com prioridade em todos os encontros do movimento, seja em nível municipal, estadual ou nacional. Mesmo com essa discussão tão acentuada ainda existem grupos de Rap politizados e militantes que usam a “mulher objeto, vadia” em suas letras, até os grupos mais midiáticos esquecem a ideologia da cultura HIP HOP e segue sua cultura influenciada eurocêntrica a serem machistas.
Em Salvador, as mulheres do Rap são militantes ativas e convictas de seus ideais e da proposta do Movimento, no núcleo de mulheres da rede de HIP HOP de feminilidade e auto-afirmação, como mulher da periferia, negra, competente. É uma luta diária dentro desse sistema que é patriarcal, e culturalmente a mulher é sempre submissa ao homem.






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Mayra Araújo

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